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Caixa reduz juros para financiamento de imóveis acima de R$ 500 mil

Publicado em 17 de Janeiro de 2013 às 10:00 AM

Em mais uma tentativa de empurrar a economia, o governo decidiu dar mais um estímulo à construção civil. A Caixa Econômica Federal reduziu os juros para financiamentos de imóveis acima de R$ 500 mil. Segundo fontes da equipe econômica, a medida visa a estimular investimentos e gerar empregos. 

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CAIXA anuncia medidas para reaquecer mercado imobiliário

Publicado em 25 de Março de 2016 às 10:20 PM

O anúncio foi feito pela presidenta do banco, Miriam Belchior, durante a divulgação do balanço de 2015, em São Paulo

A CAIXA anunciou, nesta terça-feira (8/03), medidas para reaquecer a demanda por crédito imobiliário no país. O anúncio foi feito pela presidenta do banco, Miriam Belchior, durante a divulgação do balanço de 2015, em São Paulo.

No ano passado, a CAIXA manteve a liderança folgada no segmento, com participação de 67,2%. O volume de financiamentos somou R$ 91,1 bilhões e envolveu 792 mil unidades, beneficiando 2,9 milhões de pessoas.

Os destaques são a ampliação da oferta de crédito para novas contratações, o aumento da fatia financiável de imóveis usados e a reabertura das operações de financiamento do segundo imóvel. “Essas medidas têm duplo impacto, uma vez que viabilizam o acesso à moradia para a população e aquecem o segmento da construção civil, gerando mais emprego e renda”, observou Miriam Belchior.

Segundo Miriam Belchior, a expectativa é elevar o volume de contrações em 13% este ano, o equivalente a 64 mil unidades habitacionais a mais, sendo 29,7 mil financiadas com recursos de do FGTS e 34,3 mil pela poupança.

A elevação da oferta crédito para novos empréstimos utilizará recursos adicionais do Fundo de Garantia. Dos R$ 22,5 bilhões liberados em fevereiro pelo Conselho Curador do FGTS, R$ 16,1 bilhões (72%) serão destinados à CAIXA.

A CAIXA aplicará perto de R$ 7 bilhões na linha pró-cotista. Ela permite a trabalhadores com conta ativa no fundo financiarem 85% do valor de imóveis novos e usados em áreas urbanas de até R$ 750 mil pelo prazo máximo de 30 anos a taxas de juros entre 7,85% e 8,85% ao ano.

O banco prevê ainda uma linha de R$ 2,4 bilhões com taxas especiais para construtoras de todos os portes. Dinheiro para financiar a produção de imóveis de até R$ 500 mil.

O aumento da fatia financiável de imóveis usados para até 80% de seu valor (70% para trabalhadores da iniciativa privada e 80% para servidores públicos) deve destravar o mercado imobiliário para os segmentos das classes média e alta, em que o imóvel atual é utilizado como entrada na compra de um novo.

Além disso, a CAIXA vai reabrir as operações de financiamento do segundo imóvel com as mesmas condições (taxas de juros e prazos) oferecidas para quem está comprando o primeiro. “Desta forma, o cliente poderá ter dois imóveis financiados ou ter uma folga de tempo para vender o seu primeiro imóvel”, afirmou Miriam Belchior.

 

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Recuperação do setor imobiliário deve ser impulsionada por alta do dólar e amadurecimento do mercado

Publicado em 25 de Março de 2016 às 10:28 PM

Para investidores internacionais que acompanham o mercado imobiliário brasileiro, o momento pode ser a melhor janela de oportunidade de compras em uma década

A alta do dólar, somada aos primeiros sinais de recuperação da economia e ao amadurecimento do mercado devem ser os principais responsáveis pela retomada do crescimento do setor imobiliário brasileiro. É o que aponta o Global Market Outlook 2016, estudo realizado pela Ernst & Young (EY) sobre tendências de investimento no segmento imobiliário.

De acordo com a pesquisa, o cenário de rara confluência de fatores deve aumentar a atratividade do mercado brasileiro para o capital estrangeiro, o que deve impulsionar sua recuperação ao longo dos próximos 12 a 24 meses.

“Os preços caíram e estão extremamente atrativos. Para os investidores estrangeiros que acompanham o mercado imobiliário brasileiro, esse momento pode ser a melhor janela de oportunidade de compras em uma década. Apesar disso, muitos ainda esperam uma maior clareza nos cenários político e econômico antes de colocarem suas fichas em propriedades brasileiras”, avalia Viktor Andrade, sócio líder de transações do mercado imobiliário da EY para o Brasil e América do Sul.

Embora a desaceleração econômica e o alto índice de construção na última década, que levou a um excesso de oferta no mercado, possam ser considerados fatores de risco para os investidores, há boas razões para apostar na recuperação do setor no médio prazo. A desvalorização do real, que tende a ter um efeito significativo sobre a capacidade exportadora do Brasil, e as projeções do Banco Mundial para o crescimento de 2% do PIB brasileiro em 2017, uma melhoria significativa frente à projeção negativa para 2015, são alguns dos pontos que devem tornar o segmento atrativo para o capital estrangeiro.

Para Andrade, nos últimos 10 anos, o mercado amadureceu, mesmo que ainda esteja sentindo as dores desse rápido crescimento, e está mais experiente e preparado. “O desenvolvimento de nichos, que não existiam antes do boom da construção, tais como armazéns, hotéis, armazenamento e saúde, é um exemplo dessa evolução e ajuda a reduzir alguns dos riscos enfrentados pelos investidores”, diz o executivo.

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Da Corretagem com o novo código civil

Publicado em 01 de Março de 2016 às 11:10 PM

Da Corretagem

Art.722. Pelo contrato de corretagem, uma pessoa, não ligada a outra em virtude de mandato, de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência, obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas.
Art.723. O corretor é obrigado a executar a mediação com a diligência e prudência que o negócio requer, prestando ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento dos negócios; deve ainda, sob pena de responder por perdas e danos, prestar ao cliente todos os esclarecimentos que estiverem ao seu alcance, acerca da segurança ou risco do negócio, das alterações de valores e do mais que possa influir nos resultados da incumbência.
Art.724. A remuneração do corretor, se não estiver fixada em lei, nem ajustada entre as partes, será arbitrada segundo a natureza do negócio e os usos locais.
Art.725. A remuneração é devida ao corretor uma vez que tenha conseguido o resultado previsto no contrato de mediação, ou ainda que este não se efetive em virtude de arrependimento das partes.
Art.726. Iniciado e concluído o negócio diretamente entre as partes, nenhuma remuneração será devida ao corretor; mas se, por escrito, for ajustada a corretagem com exclusividade, terá o corretor direito à remuneração integral, ainda que realizado o negócio sem a sua mediação, salvo, se comprovada sua inércia ou ociosidade.
Art.727. Se, por não haver prazo determinado, o dono do negócio dispensar o corretor, e o negócio se realizar posteriormente, como fruto da sua mediação, a corretagem lhe será devida; igual solução se adotará se o negócio se realizar após a decorrência do prazo contratual, mas por efeito dos trabalhos do corretor.
Art.728. Se o negócio se concluir com a intermediação de mais de um corretor, a remuneração será paga a todos em partes iguais, salvo ajuste em contrário.
Art.729. Os preceitos sobre corretagem constante deste Código não excluem a aplicação de outras normas da legislação especi

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Novo Código de Processo Civil simplifica, acelera e democratiza a Justiça

Publicado em 23 de Março de 2016 às 11:14 PM

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O novo CPC(Código de Processo Civil), que entrou em vigor na última sexta (18), traz a expectativa de mudanças no Poder Judiciário, em que 100 milhões de processos correm a passos muito lentos. A nova legislação promete concretizar as garantias constitucionais do acesso à Justiça, da razoável duração do processo, do devido processo legal, da isonomia e da segurança jurídica.

A aplicação das novas regras, que operam o frágil e sutil equilíbrio entre segurança jurídica e celeridade processual, deve simplificar o rito judicial, estimular a mediação e a conciliação, diminuir o número de recursos cabíveis e detalhar a litigância de má-fé. Nesse último caso, o novo CPC impõe severas multas a quem fizer o mau uso da Justiça. Com a nova disciplina, deseja-se pôr fim à probabilidade de os processos resultarem em decisões injustas.

O novo CPC institui um procedimento único para a sentença, primando pela celeridade. Como exemplo, determina que as testemunhas, antes intimadas pelo próprio juiz, sejam agora levadas a juízo pelo advogado e que todos os possíveis recursos sejam apreciados em um só momento. Espera-se, assim, ter um rito processual menos conturbado.

Ficam também fortalecidos os princípios do contraditório e da ampla defesa, cujo papel é assegurar decisões justas às partes. Matérias que podem ser conhecidas por iniciativa do magistrado só poderão ser resolvidas após manifestação de ambos os lados. Em casos de incidentes de desconsideração da pessoa jurídica, por exemplo, os sócios de empresas não poderão mais ter seus bens penhorados sem que lhes seja assegurado o direito de defesa.

Privilegiando a isonomia, o novo Código garante o respeito a precedentes, evitando que casos idênticos recebam tratamentos distintos pelo Judiciário, e o respeito à cronologia das ações, determinando que sejam julgadas de acordo com sua conclusão pelo juiz.

O papel da advocacia como função essencial à Justiça é reconhecido pelo novo CPC, que assegura aos advogados férias ao fim do ano e reforça a natureza alimentar de seus honorários. São duas novidades muito importantes para os advogados, que, até então, não contavam com  tais direitos assegurados. A valorização da advocacia resulta numa melhor defesa dos interesses dos cidadãos e, consequentemente, na melhor entrega da prestação jurisdicional.

Aliás, a entrada em vigor do novo CPC foi alvo de polêmica. Por meses, a comunidade jurídica deparou-se com dúvida quanto à data em que o novo texto passaria a vigorar, se 16, 17 ou 18 de março. A incerteza poderia motivar enormes prejuízos para o sistema de Justiça e para as partes dos processos, em particular na medida em que divergências sobre os prazos poderiam provocar novos desentendimentos. Entretanto, como mais um passo de avanço, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) confirmaram em definitivo a data, atendendo ao pedido da OAB, que alertou para o risco.

O episódio mostra como o diálogo entre os atores envolvidos nos processos da Justiça é fundamental para o aprimoramento de nosso sistema. Dotados de um CPC mais moderno e com mais instrumentos para operar e para realizar o direito, é necessário empregá-los com propriedade para termos, cada vez mais, um ambiente jurídico melhor no país.

Não encontraremos, a partir de hoje, como num passe de mágica, uma nova realidade no sistema de Justiça. É somente o primeiro de muitos passos no extenso caminho rumo a uma Justiça célere, eficaz e efetiva. Mudou-se a lei e, agora, resta-nos alterar a cultura e a estrutura do Poder Judiciário. Como declarou o poeta espanhol Antonio Machado, o caminho se faz no caminhar. Que todos os agentes do sistema de justiça, mais do que nunca, caminhem juntos a partir de hoje.Marcus Vinicius Furtado Coêlho

Especial para o UOL
23/03/201606h00

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Plano Direto de Desenvolvimento Urbano Sustentável

Publicado em 27 de Julho de 2013 às 11:30 PM

 

 

O Plano Diretor é um instrumento legal que propõe uma política de desenvolvimento urbano e orienta o processo de planejamento do Município. Esta política tem por objetivo ordenar o desenvolvimento da cidade, garantir seu pleno funcionamento e o bem- estar de seus habitantes.


O Plano Diretor do Município do Rio de Janeiro, aprovado pela Lei Complementar Nº 111 de 2011, tem como base, entre outros princípios, o desenvolvimento sustentável e o cumprimento da função social da cidade e da propriedade urbana. Ele estabelece uma série de diretrizes a serem seguidas, além de normas e procedimentos para a realização da política preconizada. Esta política urbana é, também, detalhada em políticas públicas setoriais: de meio ambiente, patrimônio cultural, transporte, habitação e regularização urbanística, saneamento ambiental, entre outras. Para cada uma delas o Plano Diretor define objetivos, diretrizes e ações estruturantes.
Para viabilizar a implementação de suas propostas, são apresentados instrumentos de regulação urbanística, edilícia e ambiental, planejamento urbano, gestão do uso e ocupação do solo, gestão ambiental e cultural, gestão de serviços urbanos, financeiros e orçamentários. Por fim, o plano prevê estratégias de implementação de seu conteúdo, através da instituição dos sistemas de planejamento, gestão ambiental, informações urbanas, defesa da cidade e controle de uso e ocupação do solo.

Desta forma, o Plano Diretor pretende orientar as ações dos agentes públicos e privados, determinando as prioridades para aplicação dos recursos orçamentários e investimentos.

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Financiamento mais fácil em banco privado

Publicado em 30 de Novembro de 2015 às 11:44 PM

 

Com o endurecimento das condições dos empréstimos imobiliários da Caixa Econômica Federal, para muitos compradores já vale mais a pena optar por bancos privados na hora de financiar a casa própria. No fim de abril, a estatal mudou suas regras, passou a exigir entrada de 50% a 60% do valor do imóvel em algumas linhas e abriu espaço para concorrentes, que fecham negócio exigindo ao mutuário pagamento inicial de apenas 20% do preço total. A desvantagem pode custar à Caixa a perda de parte da gigantesca fatia que detém do setor, estimada hoje em 70%, sobretudo entre os compradores de classe média e média alta. O desempenho do mercado, no entanto, ainda depende do grau de confiança das famílias, indicador que anda em baixa por causa do cenário recessivo do país.

Considerando a compra de um imóvel novo de R$ 750 mil, valor máximo do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) — que permite o uso do FGTS — a diferença de condições pode significar a necessidade de desembolsar R$ 225 mil a menos para pagar a entrada. De acordo com simulações feitas pelo GLOBO nos sites dos bancos, enquanto o cliente da Caixa precisa pagar R$ 375 mil à vista e pode parcelar a outra metade em 35 anos, no Bradesco, por exemplo, é possível comprar o mesmo imóvel com entrada de R$ 150 mil, e financiamento dos R$ 600 mil restantes em 30 anos. No fim das contas, o valor total pago é menor na Caixa: R$ 1,18 milhão. No Bradesco, esse total fica em torno de R$ 1,9 milhão, considerando o valor da primeira parcela (o banco não informa no site a evolução das parcelas, mas, nos empréstimos pela Tabela Price, as prestações são parecidas até o fim do contrato). Na Caixa, o valor total fica menor porque a parcela financiada, sobre a qual incidem juros, é menor. Mas, para especialistas, o tamanho da entrada pesa mais na decisão de compra.

— A cota máxima de financiamento é mais importante que os juros para o consumidor. Financiar só 50% é brincadeira, é praticamente travar o mercado. No mercado internacional, financiar até 90% (com 10% de entrada) não é nada de mais. A não ser que você tenha preços em bolha, não tem nenhum problema — defende João da Rocha Lima Jr., coordenador do núcleo de real estate da USP.

Há casos, porém, em que as taxas cobradas pela Caixa são mais altas. No exemplo do imóvel de R$ 750 mil, ela cobra juros de 10,4% ao ano, enquanto a concorrência chega a cobrar 9,5% ao ano.

CAIXA: MUDANÇA REFLETE TENDÊNCIA DO MERCADO

No caso de imóveis usados, a desvantagem da Caixa é ainda maior. O mesmo acontece com os mais caros, enquadrados no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Para comprar um usado de R$ 1,3 milhão, na Caixa a entrada exigida é de R$ 780 mil, com prazo de 35 anos. Já no HSBC, o desembolso inicial é de R$ 260 mil e o restante pago em até 30 anos. Procurada, a Caixa informou que as mudanças “estão relacionadas às tendências do mercado imobiliário e, também, foram impactadas pelo desempenho das captações líquidas em caderneta de poupança e da elevação da taxa Selic (a taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano)”.

Este ano, os saques da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 32,2 bilhões, minguando a principal fonte de recursos para o crédito imobiliário. Para amenizar o problema, o Conselho Monetário Nacional (CMN) liberou cerca de R$ 22,5 bilhões dos depósitos compulsórios para os bancos emprestarem para casa própria. E mudou as regras de emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), que terão que ser lastreados em financiamentos do SFH.

RELAÇÃO DE LONGO PRAZO

Para Hamilton Rodrigues da Silva, diretor de crédito imobiliário do Banco do Brasil, as mudanças de condições na Caixa e as novas regras do CMN geram oportunidades de mercado, mesmo em um cenário de atividade mais fraca. O BB, que atua no segmento desde 2008, estima ter cerca de 7,5% de participação no mercado. Nas simulações, as taxas de juros do BB ainda são maiores que as da Caixa, mas, assim como nos bancos privados, as condições iniciais são mais facilitadas.

— A partir do momento que a Caixa tem mais dificuldade de atender (ao mercado), pelo menos os clientes do BB tendem a ficar por aqui. Claro que melhora as nossas condições — afirma o executivo.

Os bancos Itaú, Santander e HSBC não quiseram falar sobre suas estratégias para a concessão de crédito imobiliário. O Bradesco informou, por meio da assessoria, que executivos do banco já anunciaram projetos para reduzir os juros no crédito imobiliário para tentar aplicar os R$ 4 bilhões que o banco terá de folga após as medidas do CMN e avaliam que a concorrência fará o mesmo. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) não comenta o assunto. Analistas alertam, no entanto, que os consumidores não devem se animar muito, porque o cenário de juros altos e crédito mais restritivo não deve mudar a curto prazo. — A decisão do CMN estimula os bancos privados a emprestar mais para a compra da casa própria. E a Caixa, que está com captação negativa na poupança, beneficia-se da medida. Mas não espere crédito abundante e juros mais baixos com a concorrência no segmento. Temos um cenário econômico de incerteza, com inflação alta e baixo crescimento da economia — diz Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da Fundação Getulio Vargas/Ibre. — Não é interesse do Banco Central que os bancos acelerem o ritmo de concessão de crédito imobiliário, sem muito critério, sob risco de inadimplência. Do lado do consumidor, a procura está menor, já que há medo do desemprego e incertezas sobre a economia, além das taxas de juros estarem altas.

Diretor-executivo da Anefac (associação de executivos de finanças), Miguel Ribeiro de Oliveira afirma que aos bancos privados interessa muito a relação de longo prazo com os clientes, já que, ao financiar um imóvel em 30 anos, é possível oferecer produtos como seguros, financiamento de veículos, previdência privada. Embora acredite no avanço das instituições no espaço aberto pela Caixa, ele não prevê aquecimento maior, porque o consumidor está retraído, com renda comprometida e medo do desemprego e de dívidas de longo prazo.

— O ambiente econômico não está propício para alavancar o crédito imobiliário — diz Oliveira. -RIO E SÃO PAULO- Não bastassem a alta dos juros e a exigência de entrada maior, quem planeja financiar um imóvel precisa ultrapassar um outro obstáculo: a renda mínima exigida pelos bancos na hora de conceder o empréstimo. Nas simulações feitas pelo GLOBO nas páginas dos bancos que incluem esta informação em seu site, a renda exigida chega a ser seis vezes superior à primeira parcela do financiamento. É o caso do Bradesco, que pede renda de R$ 34 mil para financiar um imóvel de R$ 750 mil, cuja primeira prestação sai por R$ 5,1 mil. O banco explicou que o cálculo leva em consideração a progressão das parcelas na Tabela Price, em que o valor pago mensalmente é crescente, reajustado pela Taxa Referencial (TR).

‘AGORA É MAIS DIFÍCIL PAGAR’

Já o Banco do Brasil informa que a análise varia muito, de acordo com o cliente. Hamilton Rodrigues da Silva, diretor de crédito imobiliário do banco, explica que um cliente que ganha R$ 50 mil por mês e compromete 40% da renda pode conseguir dar conta de seus compromissos tranquilamente. O mesmo não ocorre com quem recebe R$ 3 mil mensais.

— A regra dos 30% (de comprometimento da renda) não é ciência exata — diz o executivo.

Dos seis bancos pesquisados apenas três já estimam, nos simuladores on- line, quanto o mutuário precisa ganhar mensalmente para ter o crédito aprovado: Bradesco, HSBC e Santander. Além do BB, a Caixa e o Itaú alegaram que a negociação é feita de acordo com o relacionamento do cliente com o banco. Todos aceitam a renda de mais de uma pessoa da família para chegar ao valor exigido.

Para João da Rocha Lima Jr., coordenador do núcleo de real estate da USP, a barreira da renda seria uma forma de os bancos restringirem a concessão de crédito, com medo da inadimplência. Mesmo que as condições nos simuladores continuem as mesmas, o especialista prevê que a análise caso a caso se torne mais criteriosa.

— O que a Caixa faz, o mercado acompanha. Os bancos também estão fazendo restrição. É na hora da análise de crédito que você põe o torniquete — afirma.

Não conseguir crédito é o maior temor do metalúrgico Eliezer Santana Rodrigues, de 46 anos. Ele já paga à construtora prestações de R$ 1,7 mil pelo loft que comprou na planta, em 2011, em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. O imóvel será entregue ano que vem, e Eliezer se preocupa com a taxa de juros que vai negociar com o banco.

— Comprei numa época em que os juros estavam mais baixos. Agora vai ficar mais difícil pagar. Ainda não comecei a pesquisar as taxas. Sou cliente do Santander — diz ele, que também entrou na composição de renda da filha, Aline Santana, de 25 anos, que comprou um imóvel semelhante ao do pai, mas que será entregue apenas em 2017.

— Meu medo é que minha renda não seja suficiente para obter o financiamento. Por isso, entrei também com o nome do meu pai na composição — diz.

Analistas temem um efeito colateral das restrições de crédito na Caixa. Em vez de estimular a concorrência, especialistas argumentam que o peso do banco estatal pode levar seus competidores a seguir a linha mais cautelosa, diante do risco de inadimplência, que aumenta num cenário de aumento do desemprego.

QUATRO MESES SEM VENDAS

Há quatro meses, o corretor de imóveis Manuel Constantino não fecha um negócio sequer. O período de seca ilustra o quadro recessivo do setor imobiliário no país. Com a alta dos juros e o aumento da dificuldade das famílias para poupar, ficou mais complicado atuar no segmento, que deixa para trás os bons momentos dos últimos três anos. O peso de uma dívida de 30 anos sobre orçamentos já abalados pela inflação e pelo risco do desemprego é apontado por especialistas, corretores e consumidores como o principal entrave para uma reação do mercado, mesmo com estímulos do governo.

— Estou há 12 anos nesse mercado. É o período mais complicado que já peguei. Entrei na corretagem quando o Lula se candidatou à Presidência. Naquela época, o mercado estava muito bom, com as pessoas investindo em imóvel por causa do medo do resultado das eleições. Agora deu uma travada — afirma Constantino, que trabalha para a Patrimóvel e atua principalmente na Zona Oeste carioca.

Vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio ( Creci- RJ), João Eduardo Leal Correa confirma: está mais difícil vender imóveis na cidade. Diante do cenário difícil, Correa afirma que a saída tem sido testar alternativas, inclusive se aproximar de bancos privados, opção pouco popular até pouco tempo.

— Estávamos acostumados com estande de vendas cheios, com imobiliárias cheias de clientes. Até brincávamos que éramos vendedores de Coca-Cola. É uma novidade para a gente essa restrição. A solução pode ser partir para os bancos privados. Além disso, vale inovar, buscar complementar o valor com uma permuta no carro, fazer mais feirões, como tem acontecido. Tenho certeza que o mercado não vai parar. Já estamos encontrando o caminho — destaca.

NA CRISE, PARCERIAS

A crise já estimula parcerias entre imobiliárias e instituições financeiras. Para tentar evitar a escassez de crédito da Caixa e atrair clientes com condições melhores, a Brasil Brokers fechou um acordo com o HSBC. Segundo Bruno Serpa Pinto, diretor de operações da imobiliária no Rio, o banco financia até 80%, com taxas a partir de 9,8% ao ano, para clientes da imobiliária. Nas simulações feitas pelo GLOBO no site do banco, os juros partiam de 11,6% ao ano.

— Mais importante que o desconto é o crédito. Essa é a grande questão do mercado imobiliário — analisa o executivo.

Daniele Akamine, sócia da Akamine Negócios Imobiliários, destaca que o momento é de comprar para quem tem dinheiro na mão:

— O problema é a falta de confiança. Está todo mundo segurando. Mas para quem tem apetite para comprar, é um bom momento. A gente vê construtoras dando 40% de desconto.

Para Mauro Calil, especialista em investimento do banco Ourinvest, quem quiser evitar um financiamento desvantajoso pode optar por outras opções de poupança e garantir mais dinheiro para a entrada:

— Os juros ainda estão muito altos. Uma estratégia, para aqueles que puderem esperar um pouco mais, é guardar dinheiro na renda fixa, que já está pagando 1% ao mês bruto, como alguns CDBs, e dar uma boa entrada mais para a frente, quando os juros recuarem.

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Corte nos juros é positivo, mas ainda insuficiente para o mercado imobiliário, diz Secovi-SP

Publicado em 21 de Janeiro de 2017 às 05:31 PM

(Portal fator Brasil – Noticia – 13/01/2017)

Flavio Amary, presidente do Secovi-SP, elogiou o anúncio do Copom de cortar 0,75% da taxa Selic. Porém, o impacto da medida para o setor imobiliário é pequeno.

A redução de 0,75% da taxa Selic, de 13,75% para 13% ao ano, apesar de extremamente positiva para o País, não altera as condições atuais de produção imobiliária, que está desaquecida há dois anos consecutivos. “É muito positivo esse corte na taxa de juros, porque reafirma a preocupação do Banco Central em reativar a economia e estimular a geração de empregos. Mas, particularmente para o mercado imobiliário, a medida é insuficiente”, avalia o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

A desaceleração da inflação e a queda dos juros são medidas necessárias, conforme Amary, mas ainda seguem isoladas para o setor. “Sozinhas, elas não funcionam para a indústria imobiliária, cuja atividade é de longo prazo e dependente do custo do crédito. Somente com dinheiro barato os empresários conseguirão lançar novas unidades com segurança e em larga escala, e os compradores tomar empréstimo financeiro com confiança. Precisamos de um conjunto de propostas”, ressalta Amary.

No entanto, Amary acredita que, agora, com juros mais baixos, a Letra Imobiliária Garantida (LIG), alternativa de captação de crédito, poderá ser regulamentada e ter efetividade. “Teremos mais crédito disponível”, ressalta Amary.

Medidas insuficientes — Mesmo com juros baixos e inflação controlada, Amary ainda considera insuficientes as medidas anunciadas no final de 2016 pela presidência da República para atenuar a crise econômica, diminuir a burocracia, aumentar a produtividade e combater o desemprego no setor imobiliário.

O dirigente lembra que há o compromisso do governo em aperfeiçoar o cadastro positivo, criar um sistema único para quitar obrigações tributárias e trabalhistas das empresas, reduzir a multa adicional de 10% do FGTS nos casos de demissões sem justa causa e melhorar a remuneração dos trabalhadores que recolhem ao Fundo. “Porém, são medidas de longo prazo.” Amary diz que, agora, o setor vai trabalhar para ampliar os itens da pauta de melhorias necessárias para o desenvolvimento do setor, como criar a faixa 4 do Programa Minha Casa, Minha Vida, diminuir a burocracia na análise de processos de licenciamento ambiental de empreendimentos e criar regras claras para os distratos. “Esperamos o avanço dos projetos de lei protocolados tanto na Câmara quanto no Senado que tratam desses temas e para os quais o Secovi-SP apresentou diversas sugestões”, conclui.

 

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Financiamento Imobiliário

Publicado em 09 de Setembro de 2016 às 05:46 PM

https://www.youtube.com/watch?v=fYqPrGCEyCA

Publicado em 9 de set de 2016
Acompanhe neste programa tudo sobre os financiamentos imobiliários. Pagar por um imóvel à vista é algo que apenas uma pequena parcela da população conquista. A solução encontrada é o financiamento imobiliário, onde as pessoas conseguem parcelar a tão almejada moradia. Conhecer como funciona este segmento na prática é um dever do corretor de imóveis

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Sobe valor de imóvel financiado com recursos do fundo

Publicado em 26 de Janeiro de 2017 às 12:25 PM


Sobe valor de imóvel financiado com recursos do fundo (O Dia, Economia, 24/jan)
O governo federal aumentou o limite de contratação de financiamento de imóveis com recursos do programa pró-cotista do FGTS. Ontem o Ministério das Cidades alterou instrução normativa que regulamenta o programa e adequou os limites de contratação da linha aos preços máximos de aquisição de imóveis. Em novembro do ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou que o valor máximo de imóveis financiados pelos recursos do FGTS passasse de R$ 650 mil para R$ 800 mil, com exceção de Rio, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal, que vão para R$ 950 mil.

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